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Bem-vindo ao nosso site

Há muito tenho pensado em desenvolver este trabalho. Abrir um novo canal de comunicação com amigos, colegas de profissão e meus alunos de ontem, hoje e amanhã.

Aqui, contaremos histórias de sucesso, causos estranhos e interessantes e muitos contos, que tenho certeza, enriquecerão,de alguma forma, o conhecimento de todos nós.

Notícias aos visitantes

 

PREFÁCIO

A chegada dos europeus à América, a partir do final do século XV, bloqueou o desenvolvimento natural dos povos americanos que, salvo algumas exceções, viviam o período Neolítico. Essa fase do desenvolvimento humano, embora não tão longa quanto a anterior, aparece como muito mais importante, pois abriga, talvez, o maior salto dado pelo homem em todos os tempos que foi a descoberta e desenvolvimento da agricultura, provocando a mais profunda transformação na vida material da humanidade. As mãos que até então foram coletoras se transformam em produtoras de alimentos. O sedentarismo consequente dessa mudança consolida de fato a agricultura, a criação de animais e a melhoria das condições de vida, que por sua vez provoca o crescimento populacional. Inicia-se a exploração do trabalho humano, o domínio do homem sobre a mulher, e para coroar, nasce a propriedade privada. Surge a vida em sociedade e com ela toda a complexidade das tarefas e das relações humanas. Lamentavelmente, aqui, esse processo foi truncado pela invasão europeia e o consequente genocídio americano.
 
Desde que Pieter Wilhelm Lund, considerado o pai da nossa antropologia, em 1834, iniciou suas pesquisas escavando as grutas da Lagoa Santa, onde foram encontrados ossos humanos misturados com restos animais com datação de vinte mil anos e depois, quando D. Pedro II implantou as primeiras entidades de pesquisa como o Museu Nacional do Rio de Janeiro, vários trabalhos foram desenvolvidos na área. Em 1922 surgiram outras organizações como o Museu Paulista e o Museu Paraense e em 02 de agosto de 1975, nasce em Campinas, S/P o SIFETE – Pesquisa Científica, instituto presidido pelo professor Omar, vindo a acrescentar importante contribuição à pesquisa científica em nosso país.
 
Segundo as investigações da Doutora Niéde Guidon no Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, o homem chegou à América há aproximadamente 58 mil anos, recuando em mais de trinta mil anos o que até então se dizia a respeito, e os inúmeros sitos arqueológicos, em todo o território nacional, hoje estimados em mais de vinte mil, e que desde 1961 foram transformados em patrimônio da União, visando inibir a exploração por motivos outros que não o interesse científico, conservam riquíssimo material, especialmente cerâmicos e líticos, além de pinturas rupestres, prontos a oferecer amplo cabedal de informações ao pesquisador interessado em reconstituir o viver, em todos seus aspectos, e quem sabe trazer novos conhecimentos sobre nossos ancestrais. As ferramentas e utensílios confeccionados em material lítico, lascado ou polido atestam por si só a capacidade criadora, habilidade, paciência e criatividade que a necessidade impunha e testemunham, de forma impressionante, que a capacidade cerebral pouca coisa ou nada mudou há milhares de anos.
 
Quando deparamos com um título como este, “Vestígios Neolíticos”, logo nos vem à mente a ideia de um assunto árido e destinado a um público específico. Não é o caso deste trabalho. O professor Omar, com muita sensibilidade conseguiu nos presentear com um livro cujo rigor científico não se divorciou de uma linguagem amena onde a pesquisa acontece num clima de aventura e lances poéticos. Descreve com riqueza de detalhes, como num diário de aventuras, o dia-a-dia dos trabalhos de uma equipe de pesquisadores em busca das relíquias arqueológicas, vindo a acrescentar novas informações sobre a presença humana em nosso território, especialmente em terras paulistas, em épocas anteriores à chegada do europeu. A descrição das dificuldades inerentes ao trabalho do pesquisador ao enfrentar a floresta, as intempéries, os insetos, as deformidades dos terrenos, pondo em risco a integridade física e até a própria vida dos pesquisadores, é um detalhe que torna essa leitura ainda mais atrativa e esclarecedora de uma atividade que poderia parecer, a priori, um agradável passeio.
 
Os trabalhos foram desenvolvidos em sítios próximos às cidades compreendidas entre Itapira e Socorro e os vestígios líticos coletados nessas pesquisas foram cuidadosamente analisados, catalogados e suas fotos enriquecem ainda mais este volume.
 
Meu nome aqui aparece por convite honroso do professor Omar, com quem felizmente convivi nos anos que ministrava aulas de história no Seminário da Imaculada de Campinas. Hoje, orgulhosamente e com muita alegria recebo o melhor presente que um professor poderia imaginar que é o reconhecimento do aluno.
 
Prof. Nelson de Luccas
Historiador e Artista Plástico

 

 

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